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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Palma de santa rita (Gladiolus)


Nome Botanico: Gladiolus hortulanus L.H.Bailey
Nomes Populares : Palma, palma-de-santa-rita, gladíolo
Família : Angiospermae – Família Iridaceae
Origem:  Ásia
Planta herbácea perene e bulbosa de floração anual, com altura variável entre 0,60 e 1,0 metro, talo ereto não ramificado.
As folhas são laminares e nervuradas longitudinalmente.
As flores são de formato campanulado reunidas duas a duas em espiga longa e ereta na ponta de um talo ereto, cilindro e firme.
Podemos encontrar flores em branco, amarelo, rosa e carmim, oriundo de hibridações.
O florescimento depende da região, na região Sul ocorre na primavera.

Modo de Cultivo

Para cultivar gladíolos, na primavera colocar os cormos em vasos ou canteiros com substrato rico em matéria orgânica.
Existe uma divergência quanto à profundidade de plantio.
Alguns recomendam à superfície, entre 1 a 2 cm, outros até 10 cm ou mais.
palma_plantacaoUma coisa é certa: plantando muito próximo à superfície a planta não conseguirá se manter e necessitará de tutor, também secará muito o cormo devido à desidratação.
Por outro lado, plantado muito fundo, a planta não terá forças para romper até o ar livre.
Recomendamos que o substrato seja bem leve e poroso, facilitando assim as primeiras folhas, e deixar numa profundidade média entre os valores apresentados.
Misturar num balde adubo animal de curral bem curtido ou cama de galinheiro, com composto orgânico de folhas e areia, numa proporção de 1:4: 1.
Proteger o fundo do vaso com geomanta ou brita média, colocando por cima areia úmida.
Colocar o substrato e plantar o cormo logo à superfície da terra.
Umedeça bem o substrato.
Quando brotar leve para lugar com muita luminosidade, permitindo que se acostume ao sol aos poucos.
- Plantio em canteiros:
Para canteiros, preparar o solo revolvendo e adicionando o adubo animal e composto orgânico e nivelando.
Plantar também quase à superfície e regar bem.
Para fazer um maciço de gladíolo, deixar um espaçamento de 15 cm entre plantas e 25 a 35 cm entre linhas, desencontrando para não haver vazios.
- Cuidados e propagação :
palma_sta_ritaApós a floração, cortar fora as espigas com as flores secas.
O cormo irá emitir pequenos filhotes que serão novas mudas.
No outono retirar os cormos da terra e retire com cuidado os pequenos guardando numa caixa de papelão forrada de jornal para a primavera.
Quem desejar propagar por sementes poderá deixar secar as espigas na muda.
Retirar as sementes e semear em substrato do tipo casca de arroz carbonizada, areia, perlita e brita de graduação fina, mantendo leve umidade.
As pequenas plântulas crescerão, mas não haverá florescimento nesta etapa.
Deixar secar as folhas e no outono recolher os pequenos cormos para plantar na primavera.

Paisagismo

palma_santa_rita

Esta planta é mais usada para corte em belos arranjos florais em casamentos e formaturas.
O mercado exigente escolhe em geral as flores brancas ou de cores suaves e de tamanho grande.

domingo, 6 de março de 2011

Gladiolos.


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Coral


Vermelho


Rosa


Verde


Amarelo


Branco





FISIOLOGIA DA PLANTA
Fenologia / ciclo
As variedades de gladíolo podem ser de ciclo curto, médio e longo, com a floração ocorrendo entre 65 até 120 dias após o plantio.
De modo geral, o desenvolvimento do gladíolo ocorre da seguinte forma:
a) 3-5 semanas após o plantio: surgimento de raízes e início de emissão das folhas;
b) 7-9 semanas após o plantio: desenvolvimento vegetativo;
c) 12-14 semanas após o plantio: lançamento de espiga floral e abertura das flores;
d) 16-18 semanas após o plantio: senescência das folhas, formação de novo bulbo e bulbilhos.

2 – EXIGIÊNCIAS DA CULTURA
2.1. Solo
O solo areno-argiloso, com boa drenagem e permeabilidade, permite melhor desenvolvimento da planta, principalmente dos bulbos. So­los mais argilosos podem ser utilizados, desde que não haja problema de encharcamento. O pH ideal fica na faixa de 5,5 a6,5.

2.2. Água
É necessário manter bom teor de umidade. A freqüência de irrigação vai depender das condições locais.

2.3. Temperatura
Em torno de 22-26o C. É bastante sensível a geadas.

2.4. Luz
É uma planta de plena insolação, não respondendo a fotoperíodo para a indução floral. Porém, em dias mais longos, maior será o seu crescimento e desenvolvimento.
Quando a produção de flores visa a uma data definida (fina­dos, dia das mães etc.), é importante atentar, principalmente, para os efeitos da temperatura e do comprimento do dia no ciclo da planta. Embora as variedades, dentro de cada grupo, tenham ciclos de floração bem uniformes, temperaturas elevadas e dias longos tendem a tornar a produção precoce, enquanto o inverso – baixas temperaturas e dias curtos – tendem a retardar a mesma.

3 – PLANTIO

3.1. Época
Em locais onde a temperatura média não fica muito abaixo da exigida pela cultura e não haja geadas, o gladíolo pode ser cultivado o ano inteiro. Entretanto, o plantio vai depender diretamente da épo­ca de comercialização das flores.

3.2. Variedades
As variedades cultivadas não apresentam muita diferença com relação ao porte das plantas, número de flores e tamanho da espiga e se distribuem, de acordo com o ciclo de floração, em:
a) Variedades precoces – Florescem em 60 dias, aproximadamente, após o plantio.
b) Variedades de ciclo médio – Florescem, em 80 dias, após o plantio.
c) Variedades tardias – Florescem em 120 dias, após o plantio.
O ciclo vegetativo (amadurecimento completo do bulbo) é 150 a 210 dias do plantio à colheita.
As variedades mais cultivadas e disponíveis para o produtor são:
“Peter Pears” (ciclo curto) – Flores dobradas, comumente chamadas de coral, devido à cor alaranjada das pétalas.
“Nova Lux” (ciclo médio) – Flores dobradas; pétalas de cor amarela.
“Gold Field” (ciclo médio) – Flores dobradas, pétalas de cor amarela.
“White Friendship” (ciclo curto) – Flores dobradas, de cor branca.
“Traderhorn” (ciclo curto) – Flores dobradas, de cor vermelha.

3.3. Escolha dos Bulbos
Os bulbos devem ser uniformes em tamanho e em quebra de dor­mência, para permitir também uma colheita uniforme de flores. As fir­mas produtoras vendem os bulbos classificados e com dormência quebra­da. O primeiro lote de bulbos a ser adquirido deve ser, preferivelmente, de bulbos de segunda geração (peso, altura e diâmetro em torno de 33 g, 2,4 cm e 3,2-3,8 cm de diâmetro, respectivamente), o que permi­te maior número de ciclos antes do descarte do lote. Este descarte o­corre porque gerações sucessivas tender a achatar o bulbo, aumentan­do-lhe o diâmetro e o ciclo vegetativo e onerando a produção. Existe uma relação direta entre tamanho de bulbo e qualidade da espiga flo­ral e produção e qualidade de bulbos-filhos.
O controle da brotação dos bulbos para a programação da flo­rada pode ser feito, armazenando os bulbos em câmaras frias, à tempe­ratura de 5° C, e com baixa umidade (70-80% u.r.), isto quando se quer atrasar o plantio, ou colocando-os em condições de temperatura e in­tensidade favoráveis (25°C - 90% u.r.) quando se quer apressar o mesmo.
Figura -2 – Classificação dos bulbos de gladíolo: A – em formação; B – bulbo “velho”; C – bulbilhos em formação; D – bulbo grande; E – bulbo médio; F – bulbilho.

3.4. Preparo do Solo e Adubação
Deve ser feito preparo em nível, se a topografia do terreno assim o exigir. Arar o terreno a uma profundidade de 25-30 cm e gra­dar.
Deve aplicar-se 20 litros/m2 de esterco bem curtido e 50-100 g da fórmula 4-14-8/m2, bem incorporados ao solo. São necessárias três adubações em cobertura com 10-30 g de sulfato de amônia/m2: a primei­ra aos 30 dias após o plantio, a segunda aos 60 dias e a terceira aos 90 dias, para uma boa produção de flores e bulbos. Em solos com com­provada deficiência de micronutrientes (B, Mo e outros), fazer aplicações de adubos foliares que tenham micronutrientes na sua formulação, na concentração recomendada pelo fabricante.


3.5. Sistemas de Plantio

3.5.1. Fileiras duplas
Podem ser utilizadas sem prejuízo para a cultura, já que as folhas são eretas e a maioria do sistema radicular situa-se num raio de, aproximadamente, 10 cm da planta. Neste caso, o espaçamento seria de 7x15x40 cm ou de 7x15x100 cm.
Para ambos os casos, uma variação no espaçamento dentro da linha vai depender diretamente do diâmetro do bulbo, variedade e con­trole fitossanitário podendo até dobrar a população quando forem usa_ dos bulbos pequenos.
Os bulbos devem ser plantados com as gemas voltadas para ci­ma, embora estas possam ser voltadas para qualquer posição. Podem ser também plantados a lanço, porém os tratos culturais ficam dificulta­dos.
O plantio de lotes de bulbos a cada 15 dias permite uma pro­dução continua de flores.


4 - TRATOS CULTURAIS

4.1. Capinas
Devem ser feitas quando necessário. No caso de produção de bulbos, a cultura deve ser mantida sem plantas daninhas até o fim do ciclo.

4.2. Irrigação
Manter uma freqüência de irrigação que evite o ressecamento do solo, até o inicio do amarelecimento das folhas. Condições desfavoráveis de umidade podem causar queima na ponta das espigas e apressar o ciclo, enquanto o excesso de água pode causar retardamento no ciclo até o apodrecimento dos bulbos caso esse excesso perdure por períodos longos.
Tutoramento
É uma das práticas mais importantes na cultura do gladíolo, cujas plantas apresentam grande tendência de tombamento, ocorrendo, em conseqüência, o desenvolvimento de inflorescências com haste deformada, sem valor comercial.
Através do tutoramento, é possível manter as plantas com crescimento vertical, com produção de flores em hastes eretas para otutoramento, utilizam-se ripas de madeira ou bambu e fitas plásticas ou fitilhos. Barbantes não são recomendados, Pois rompem-se com facilidade. Arames também não são utilizados pela dificuldade de se trabalhar com esses materiais. O sistema de tutoramento deve ser implantado logo no início da cultura, ou seja, de 15 a 20 dias após o plantio. O primeiro fio é instalado a 30 cm do solo, sendo ainda colocadas mais 2 a 3 fiadas, de acordo com o crescimento da planta, também espaçados de 30 cm.

4.3. Amontoa
Como o espigamento pode causar o tombamento da planta por excesso de peso, recomenda-se fazer amontoa quando as plantas atingirem 40 cm de altura. Se mesmo após a amontoa as hastes florais começarem a tombar, faz-se necessário o tutoramento das mesmas. Isto pode ser feito, colocando um arame ou mesmo bambu ao longo da linha de plantio.

4.4. Cobertura Morta
Favorece o controle de umidade, temperatura e plantas dani­nhas, além de permitir melhor estruturação do solo. Se o material utilizado for de alta relação C/N (ex.: bagaço de cana), deve-se aumen­tar a adubação nitrogenada.


4.5. Doenças e Pragas

4.5.1. Doenças
Até bem pouco tempo (1980), as doenças de maior importância no Brasil, para a cultura, restringiam-se ao bulbo. Porém, com o surgimento da ferrugem (Uromyces transversalis), que ataca toda a parte aérea da planta, passou-se a exigir um controle sistemático dessa doen­ça sob pena de perder a produção de flores e bulbos. Deve-se também dedicar especial atenção à podridão-de-fusario (Fusariumoxisporum), que ataca o bulbo no solo e durante o armazenamento, acarretando enormes prejuízos.
a) Podridão-dura (Septoria gladioli) – Mancha irregular no bulbo, de cor marrom-escura, sob as folhas envolventes. O tecido doente torna-se duro, até a mumificação completa do bulbo. Durante o crescimento, as plantas crescem pouco, não florescem e podem morrer prematuramente. Pode atacar folhas próximas da base, formando manchas de cor marrom-acinzentada, com margens claras. A infecção se dá no campo e dificilmente no armazenamento. No solo, o fungo permanece pelo me­nos por quatro anos.
b) Podridão-seca (Septoria gladioli) – O bulbo fica com man­chas vermelho-marrom escuras, de forma circular, ligeiramente deprimida, atingindo também as folhas protetoras. Vegetando, as folhas começam a amarelar, secam e podem apresentar na sua parte basal e naque­las de revestimento, vários escleródios.
c) Podridãode-penicilium (Penicillium gladioli)- Doença muito comum no armazenamento. Bulbos com manchas deprimidas, cor verme­lho-marrom, firmes, porém não como na podridão-dura, com dobras con­cêntricas, algumas vezes com uma cor amarelo-enxofre. Sob alta umida­de, desenvolve-se um mofo cinza-esverdeado. A infestação ocorre pelas lesões causadas durante o arranquio e o manuseio posterior. Manchas pequenas não impedem que se plante o bulbo, uma vez que não passa pa­ra os bulbos-filhos.
d) Podridão-de-fusario (Fusarium oxysporum pv. gladioli) – A infecção ocorre no solo e prolifera durante o armazenamento. Quando da colheita, as lesões aparecem como pequenas manchas d’água, mar­rom-escuras. As folhas protetoras se descolorem e se tornam quebradi­ças. No armazenamento, as manchas crescem. São irregulares, tendendo a circulares, deprimidas pela rápida secagem e pelo enrugamento do tecido; bordos definidos, comum pequeno halo aquoso. Ocorrem manchas com anéis ligeiramente concêntricos. O fungo permanece no solo por, pelo menos, cinco anos. Controle: imersão, durante 30 minutos, em solução de Manzate ou Benlate, ou Tecto 60 na concentração de3 g do produto comercial por litro d’água.
e) Amarelecimento (Fusarium sp.) – Descoloração e amareleci­mento da folhagem, devido á infecção dos feixes vasculares pelo fusa­rium. Podridão-marrom, começando pela cicatriz da base do bulbo, que penetra no seu interior e cresce também na superfície. Muitos bulbos morrem no campo e outros secam no armazenamento.
f) Podridão-de-botritis (Botrytis gladiolorum) – Pode atacar a folhagem, causando-lhe manchas claras e foscas, às vezes com cor marrom-avermelhada. Ocorre também no bulbo, durante o armazenamento de bulbos malcurados. Alta umidade relativa e temperatura entre 28 e 36o C constituem condição ideal para a infecção das folhas. Controle: pulverizações semanais com Benlate, Maneb ou similar e Zineb, na con­centração de 2 g/l do produto comercial.
g) Ferrugem (Uromyces transversalis) – Caracteriza-se pelas pústulas transversais que ocorrem nas folhas e hastes florais. Os sintomas iniciam-se por manchas descoloridas, pequenas, que se tornam salientes, em forma de pústulas de cor amarelo-alaranjada, formando posteriormente pústulas maiores, que tomam toda a área da folha. O pedúnculo floral e as sépalas também são afetados. Com o desenvolvimen­to, as pústulas tomam coloração pardo-ferruginosa. As flores produzi­das por plantas doentes são de qualidade e sanidade inferiores, e os bulbos-filhos não chegam à maturação. Se não for feito um controle intensivo, a produção de flores e bulbos fica totalmente comprometi­da. Controle: pulverizações semanais com Bayleton, Saprol ou Plantvax, na concentração de 2 g/l do produto comercial. O uso de fungicidas cúpricos é eficiente no controle da ferrugem e não causa danos às has­tes florais e aos bulbos, embora haja referência ao efeito tóxico do cobre sobre a planta.
h) Queima-de-curvulária (Curvularia trifolii) – Ataca qual­quer parte da planta, com mais intensidade as folhagens e inflorescências.
No bulbo causa lesões deprimidas, enegrecidas, que não proliferam no armazenamento.
i) Podridão-de-estromatinia (Stromatinia gladioli) – Ataca os bulbos, raízes e região do coleto. A região atacada apresenta grande abundancia de escleródios negros. Em geral, o fungo não apresenta crescimento durante o armazenamento. O fungo permanece no solo por três anos ou mais.
j) Queima-das-folhas ou Podridão-do-pescoço (Bacterium mar­ingatum) – Doença das mais comuns no gladíolo.
k) Mosaico (Doença virosa) – Causa manchas com coloração mais clara nas pétalas e também nas folhas. A transmissão dá-se por inse­tos sugadores.
Algumas medidas para evitar o aparecimento e disseminação de doenças podem ser tomadas, como segue:
- Durante o cultivo, as plantas doentes devem ser arrancadas e destruídas (bulbilhos também) e o solo, removido ou desinfetado.
- Rotação de culturas. Não repetir o plantio, no mesmo solo, pelo me­nos por quatro ou cinco anos.
- Manuseio apropriado e cuidadoso dos bulbos desde a colheita, limpeza e armazenamento. Evitar injúrias.
- Bulbos contaminados devem ser separados e destruídos, bem como os bulbilhos e os restos culturais.
- A boa cura é imprescindível à sanidade. Armazenar em galpão, 30° C, por 2-4 semanas.
-Termoterapia – Imersão em água, a 40°C, por 30 minutos ou, a 53°C, por 15 minutos.
-Armazenamento, em camadas pouco espessas, em bandeja com fundo telado, prateleiras etc., permitindo não só a temperatura adequada, co­mo também bom arejamento.

4.5.2. Pragas
a) “Trips” – Nada menos que 12 espécies de “trips” têm sido encontradas causando danos ao gladíolo. Dentre elas, a Taeniotripssimplex (Morison) é a principal.
Os “trips” atacam os bulbos, folhas, botões florais e flores do gladíolo. No seu ciclo de vida, o “trips” causa danos ao gladíolo, tanto na fase de larva quanto na adulta.
Nos bulbos, o ataque se verifica durante o armazenamento, e a região atacada apresenta um tecido de aparência corticosa, marrom.
No campo, atacam também as brotações novas, folhas e inflo­rescências, onde se reproduzem. As folhas atacadas tomam uma colora­ção prateada, tornando-se cor de palha, e os botões atingidos não se abrem normalmente. O “trips” não é facilmente visto nas plantas no campo.
O controle preventivo envolve boa limpeza e desinfecção dos bulbos na colheita e destruição dos restos culturais. Os bulbos arma­zenados devem ser tratados com naftalina, que deve ser colocada entre e sobre os bulbos recém-limpos, em ambiente com certo controle de arejamento (galpões, caixas cobertas ou mesmo sacos, não completamente herméticos), na quantidade de 500 g para 3.000 bulbos. O tratamento deve durar cerca de quatro semanas.
No campo, deve-se controlar, preventivamente, o “trips” com o uso de inseticidas sistêmicos (Phosdrin, na concentração de 2 ml/l do produto comercial), a fim de evitar que a floração fique comprome­tida.
b) Pulgão lanígero (Pseudococcus maritimus (Ehrt)) – Ataca especialmente bulbos armazenados, preferindo á porção basal do prato do bulbo e primórdios de raízes. Bulbos atacados murcham e originam plantas fracas. No campo, o inseto causa redução no crescimento da planta. A termoterapia (±50 C, por 15 minutos) elimina os Pseudococ­cusexistentes. No campo, o ataque pode ser controlado com insetici­das sistêmicos ou com o uso de inseticidas no sulco de plantio.
c) Pulgões (Myzus sp.) – Sugam as brotações dos bulbos, tan­to no armazenamento quanto nos plantios de campo. São bastante preju­diciais às plantas em formação. O controle no armazenamento é o mes­mo usado para o “Trips”. No campo, o uso de piretróides, ou outros inseticidas de contato, dá bom controle.
d) Nematóides (Meloidogyne incognita) – As plantas atacadas param de crescer, murcham e mostram galhas no sistema radicular e no bulbo.
Outros insetos mastigadores causam danos ao gladíolo, sendo necessário acurada observação das plantas durante o ciclo de cresci­mento.





LITERATURA CONSULTADA
1. COELHO, G.W.C. Relatório técnico/dez. 83. Jaguariúna-SP. Coop. Agrop. Holambra, 1983. 10 p.
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3. JANICK, J. A ciência da horticultura. Rio de Janeiro, USAID, 1966. 485 P.
4. LOPES, L.C.; BARBOSA, J.G.; CRUZ FILHO, J. da. Efeito de fungicidas no controle da ferrugem (U. transversalis (Thuemen)Winter) do gladíolo. Revista Ceres, Viçosa, 30(171):366-74, 1983.
5. LOPES, L.C. & BARBOSA, J.G. Relação entre o tamanho do bulbo semente e produção de flores e bulbo de gladíolo, cv. PeterPears. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FLORICULTURA E PLANTAS ORNAMENTAIS, 42 Rio de Janeiro, 1983. Anais… Brasília, EMBRAPA, 1983. p.161-4.
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8. PAULUS, A.O.; BESEMER, S.; SHIBUYA, F.; NELSON, J. Sistemics fun­gicides for control of fusarium corn rot of gladiolus. Califor­niaAgriculture, California, 25(1): 14-5, Jan., 1971.
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11. SOUZA, H.M. de. Gladíolos (Sociedade Brasileira de Floricultura). São Paulo-SP. (s. Ed.) 1970. 12 p. (mimeo.)